O mês de outubro tem sido aguardado com muita ansiedade pela população soteropolitana. O motivo é a disputa eleitoral para assumir os cargos de prefeito e vereador. Este ano concorrem ao posto maior da administração municipal o atual Prefeito, João Henrique (PMDB), Walter Pinheiro (PT), Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), Antônio Imbassahy (PSDB) e Hilton Coelho (Psol).
É, sem dúvida, o momento onde a democracia mais se contradiz. Ao contrário do que muitos dizem por aí, não entendo como o período eleitoral pode ser considerado um evento democrático. A começar pelos candidatos, que são colocados na disputa sem intermediação do povo. Depois vem a obrigatoriedade da votação, que em nada contempla os direitos do cidadão.
Mas eu quero mesmo é falar do ápice da democracia: o Grande Dia!! Dia 05 de outubro foi escolhido para tirar de mim toda alegria e esperança de ter uma pátria melhor. A minha grande dúvida era sobre justificar, anular ou dar o voto ao primeiro infeliz que eu pensasse.
Dia cruel. Levantei da cama e me dirigi à minha seção, com a certeza de que estaria fazendo algo que não queria. Como posso classificar como propósito nacional, a favor do meu povo, uma inconstitucionalidade natural dessa? Pois é, mesmo assim o fiz, sem acreditar na finalidade da eleição, sem ter perspectiva de que de alguma forma estaria contribuindo para o meu Brasil.
Votei! Fiz porque tinha uma responsabilidade nacional, um comprometimento real com a regularidade de meu título. Afinal, a ausência do meu voto poderia causar vários problemas ao meu ser social. Como tenho fugido de desavenças, eu preferi digitar aquelas teclinhas brancas e ouvir aquele sonzinho singelo que sai da maquininha.
Àqueles que se sentiram mais à vontade que eu no dia da votação, meus sinceros pêsames. Sejam bem-vindos ao mundo da cegueira, aquele que Saramago e Meirelles tentaram explicar e quase ninguém entendeu. Vejam tudo branco, o símbolo da paz, para que um novo ano comece, com esperança renovada, com novos e antigos nomes no poder, familiares empregados com salários bem pagos, mais impostos, menos obras, outras óperas dramáticas às nossas vidas.
Para mim, a eleição não passa de uma tragédia mal escrita, cujo autor nunca descobriremos.
É, sem dúvida, o momento onde a democracia mais se contradiz. Ao contrário do que muitos dizem por aí, não entendo como o período eleitoral pode ser considerado um evento democrático. A começar pelos candidatos, que são colocados na disputa sem intermediação do povo. Depois vem a obrigatoriedade da votação, que em nada contempla os direitos do cidadão.
Mas eu quero mesmo é falar do ápice da democracia: o Grande Dia!! Dia 05 de outubro foi escolhido para tirar de mim toda alegria e esperança de ter uma pátria melhor. A minha grande dúvida era sobre justificar, anular ou dar o voto ao primeiro infeliz que eu pensasse.
Dia cruel. Levantei da cama e me dirigi à minha seção, com a certeza de que estaria fazendo algo que não queria. Como posso classificar como propósito nacional, a favor do meu povo, uma inconstitucionalidade natural dessa? Pois é, mesmo assim o fiz, sem acreditar na finalidade da eleição, sem ter perspectiva de que de alguma forma estaria contribuindo para o meu Brasil.
Votei! Fiz porque tinha uma responsabilidade nacional, um comprometimento real com a regularidade de meu título. Afinal, a ausência do meu voto poderia causar vários problemas ao meu ser social. Como tenho fugido de desavenças, eu preferi digitar aquelas teclinhas brancas e ouvir aquele sonzinho singelo que sai da maquininha.
Àqueles que se sentiram mais à vontade que eu no dia da votação, meus sinceros pêsames. Sejam bem-vindos ao mundo da cegueira, aquele que Saramago e Meirelles tentaram explicar e quase ninguém entendeu. Vejam tudo branco, o símbolo da paz, para que um novo ano comece, com esperança renovada, com novos e antigos nomes no poder, familiares empregados com salários bem pagos, mais impostos, menos obras, outras óperas dramáticas às nossas vidas.
Para mim, a eleição não passa de uma tragédia mal escrita, cujo autor nunca descobriremos.
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